Projeto internacional transformará 'ecologicamente' o Lago Cabrinha

Projeto pioneiro valoriza a vegetação no lago, preserva a nascente de água, a fauna e a flora do local

Nesta quinta-feira (20), o prefeito Marcelo Belinati e o secretário executivo-adjunto do ICLEI América do Sul, Rodrigo Corradi, apresentaram o projeto piloto demonstrativo de “Soluções Baseadas na Natureza”, no Lago Cabrinha, zona norte da cidade. O lançamento dos trabalhos está disponível no Facebook da Prefeitura de Londrina.

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O projeto no Lago Cabrinha faz parte da iniciativa do Interact-Bio do ICLEI América do Sul, do qual a Região Metropolitana de Londrina faz parte desde 2017. O objetivo da organização internacional é apoiar os governos para o correto aproveitamento da natureza em prol da conservação da biodiversidade e dos ecossistemas e da sustentabilidade ambiental e econômica.

Para isso, em Londrina, a iniciativa prevê o rearranjo das pedras rachão existentes no Lago Cabrinha, de maneira que elas formem pequenas piscinas escalonadas, sendo a primeira mais profunda que as seguintes.

O objetivo das intervenções é que a energia das águas - que escoam das galerias do sistema convencional de drenagem pluvial - perca velocidade, volume e força, evitando estragos pelo caminho, possíveis inundações e deslizamento de terra nas margens do córrego, assim como a erosão do solo e o assoreamento do Lago Cabrinha. 

Para a elaboração dessa proposta, a empresa paulista Guajava Arquitetura da Paisagem e Urbanismo foi contratada pelo ICLEI América do Sul para desenhar o projeto, que foi desenvolvido por arquitetos urbanistas, biólogos, engenheiros civis e ambientais e pelos docentes e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). O projeto custou €$ 40 mil (mais de R$ 250 mil), que foram pagos pelo ICLEI e o Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear do Governo da Alemanha.  

A partir da próxima semana, a empresa Guajava terá 90 dias para executar os serviços.

Além de Londrina, participam do projeto, no Brasil, as cidades de Campinas e Belo Horizonte. Outros países, como a Índia e Tanzânia, também foram escolhidos para receber as ações do Interact-Bio, por serem locais que possuem uma biodiversidade única, de importância global e que enfrentam desafios complexos de desenvolvimento social, econômico e ambiental.